Enquandrando o silêncio

Gaiola de silêncios

Encarceirada em silêncio

Enquandrando o silêncio: uma prisão em minha própria liberdade

Engaiolada por linhas imaginárias:
Fronteiras invisiveis e inacabadas.

Enquadro-me na rotina de tragédias diárias
Escrevo-me cartas com desculpas esfarrapadas.

Não vejo mais para onde correr
Com toda essa liberdade de expressão…
Então encarceiro-me nessa minha prisão.
Com medo, passo a me esconder…

Liberto-me do mundo de crueldades
Entrando no meu próprio mundo de sonhos
Concedo-me um momento de anestesia
Para não olhar minha própria hipocrisia

E não me venha falar de realidade!
Não acredito! Não compro mais!
E pode parecer simples vaidade!
Não ligo! Fecho as grades e durmo em paz!

Foto: Carol Matias

~ por bluemoon em abril 23, 2011.

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