Enquandrando o silêncio
Enquandrando o silêncio: uma prisão em minha própria liberdade
Engaiolada por linhas imaginárias:
Fronteiras invisiveis e inacabadas.
Enquadro-me na rotina de tragédias diárias
Escrevo-me cartas com desculpas esfarrapadas.
Não vejo mais para onde correr
Com toda essa liberdade de expressão…
Então encarceiro-me nessa minha prisão.
Com medo, passo a me esconder…
Liberto-me do mundo de crueldades
Entrando no meu próprio mundo de sonhos
Concedo-me um momento de anestesia
Para não olhar minha própria hipocrisia
E não me venha falar de realidade!
Não acredito! Não compro mais!
E pode parecer simples vaidade!
Não ligo! Fecho as grades e durmo em paz!
Foto: Carol Matias

